15 abril 2014

A solidão que faz bem

 Um banco de praça qualquer. Um livro pra ler. Uma maça pra acompanhar. Fones de ouvido são sempre uma boa opção. Se acomodar. Esticar as pernas. Observar. Observar duas vezes. Observar três vezes. Inventar estórias pra cada pessoa que passar. Um cara com seu cachorro. Uma mulher com sua filha. Um casal de namorados. Dois passarinhos que decidiram "virar" terrestres por cinco segundos. Um bebê em um carinho, dando risadas para as caretas do que parece ser uma Tia. Mas, pode ser mãe, pode ser madrasta, pode ser...

Largo meu desvaneio no banco ao lado e me levanto de súbito, quando vejo uma garoto. Não era conhecido. Mas, ele me intrigava. Um livro cobria seu rosto. Porém, eu não conseguia ler o título por estar muito longe. É, ele tinha despertado a minha curiosidade. Fui me aproximando devagarinho. Mais perto. Só mais um pouquinho. Até que em frente ao desconhecido-e-intrigante-garoto-do-banco-eu disse:

- Posso sentar? - Perguntei sem timidez. Minha extrema curiosidade e minha pouca timidez, me fazia cometer atos impensados, muitas vezes. Tá permitido me chamar de louca.

Ele abaixou o livro devagarinho. Como se estivesse em estado de choque. E céus, que olhos lindos! Não eram azuis, nem verdes-sem-graça como os meus. Eram cheios de segredos, mistérios, a cor de um castanho alguma coisa que não sei explicar. Seu cabelos eram tão lisos que alguns fios caiam sobre seu rosto, sem permissão. Parei. Chocada. E não pergunte o por quê.

- Sim, por favor. Respondeu com um sorriso tímido.

Sua resposta me pegou de surpresa. Sentei-me ao seu lado e sem discrição alguma olhei para o livro que já estava novamente em frente ao seu rosto. Era de Jane Austen, persuasão. Droga. Eu nunca tinha conseguido terminar de ler esse livro. Pela primeira vez vi um título que não ia saber o que comentar sobre. Na verdade até saberia, se prestasse atenção na hora que lia a estória. Afinal, já passei da página 50 e tal, mas a narrativa nunca conseguia me prender. Frustada, abri meu livro, a ditadura da beleza e a revolução das mulheres de Augusto Cury, que já saberia de cor se tivesse memória fotográfica, e tentei prestar atenção.

- Eu gosto disso. - Falou o estranho me pegando de surpresa.

- Gosta de quê? - Perguntei curiosa.

- Desse tipo de solidão, sabe? Ficar de longe olhando as pessoas. E não se preocupar com a hora. É bom, não é verdade? Quando a vi, estava pensando em realmente ir até lá. Eu estava curioso pelo título do livro que estava lendo. Você ora lia, ora observava as pessoas passar. Curioso, sempre faço isso. Só que, geralmente quando venho pra cá, gosto de ficar só. Decidi então, não te interromper.

- É. Esse tipo de solidão faz bem. Mas, não faz mau interromper um pouquinho. Faz?

Curiosamente, recebi um lindo sorriso como resposta.

13 abril 2014

Fuerzas!

Cuando nuestras fuerzas se terminan, la fuerza de Dios Comienza!



Dios, te ama mucho! 

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11 abril 2014

Alguém? Não, Deus!

Sim, doí muito. É tanta coisa que a gente passa... que as vezes dá um aperto no peito. E as lágrimas insistem em fugir dos nossos olhos. Nossa cabeça abaixa e contemplamos o chão como quem quer esconder toda tristeza que guarda pra si. Tudo parece tão escuro. Sabemos, que há de se encontrar uma solução. Mas, ela está longe. Ou ao menos, parece estar longe. Os problemas nos rodeiam e nos sentimos inseguros e perdidos.

E esquecemos que temos alguém para recorrer em momentos assim. Quem?

O Senhor Deus! Na sua palavra, ele promete estar conosco. Não importa onde, sequer o momento, ou situação. Conte todos os segredos, dores, lágrimas e mágoas a ele, que ele, só ele; pode curar o nosso coração e sarar nossas dores. Nunca se desespere, lembre que há uma luz em meio a escuridão. E se estiver com medo, nunca esqueça que está sempre protegido pela poderosa mão do senhor. Confie em Deus, leia a bíblia, e acredite: Você pode todas as coisas Naquele que te fortalece! Amém?

O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem temerei? O Senhor é o protetor de minha vida, de quem terei medo? (Salmos 26, 1)

Dios, te ama mucho! 

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07 abril 2014

O que eu andei ouvindo por aí

Link:http://www.flickr.com/photos/malrabaal/9488304999/

Feriados passaram e nada de atualizar a playlist. Até que lembrei de algumas músicas bem legais que eu não ouvia há muito tempo em español. Baixei todas que eu queria e descobri várias outras bem legais. Incrível, como cada vez mais amo essa língua. Meu desejo de aprender só aumenta! E "nadie mejor" que ouvir e treinar com músicas lindas, né? Separei as minhas preferidas do momento, pra vocês!


E vocês, o que andam ouvindo por aí? Curtem um som em español?

 Besitos de mi corazón ♥

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31 março 2014

Um tiquinho só de saudades

Não sou a mesma garota. Nem de longe. Mas, continuo com os mesmos clichês. E aquele romantismo que nunca me larga. Não chamaria de olhar a vida com óculos cor-de-rosa, mas... Talvez, seja esperança demais. Bem, é que uma amiga me mandou uma foto sua, sabe? Você parecia feliz. Na verdade, pelo seu sorriso que eu conheço tão bem, você estava feliz. Seus braços, que me apertavam com força e carinho, estavam ao redor de uma garota, uma linda garota. Ela também sorria. E eu, por mais lenta que sou, entendi tudo.

Você esqueceu mesmo de mim. Não, isso não doí. Pelo contrário, te ver feliz é bom. Revirando algumas antigas fotos, que guardo com carinho, sei que o nosso bom tempo já passou. É que por você ter sido o primeiro que me pediu uma chance, eu ainda tenho aquela... saudade. De quando você cheirava meu cabelo e envolvia ele em seus dedos. E quando você entrelaçava minha mão na sua. Ou quando me acariciava o rosto. Você era tão terno. Tenho certeza que ainda é. A ternura é uma característica sua. O romantismo também, a garota que está com você agora tem muita sorte. E pelo sorriso estampado em seu rosto, ela sabe disso. Sorrio pra foto dos dois. Não nego, que ficam lindos juntos. Assim como ficamos há um tempo atrás.

Se ela te ama e você a ama. Sou feliz por isso. Que essa felicidade permaneça. Como disse no incio, não sou a mesma garota. Não te amo mais. Apenas, lembro com nostalgia de você. Mas, foi só isso que restou. Um tiquinho de saudade.

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